sábado, 31 de maio de 2014

Policial do Denarc fazia parte da quadrilha desarticulada na Operação Vietnã

A facção crimonosa era responsável pelo abastecimento do tráfico de drogas e diversos homicídios nos bairros de San Martin, Torrões, Engenho do Meio, Mangabeira e Dois Unidos

A Polícia Civil divulgou, na manhã da última quinta-feira (29), detalhes da Operação Vietnã, realizada na quarta (28) na Zona Oeste do Recife. Entre os presos, há um policial civil ligado à Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). O objetivo da operação era desarticular a quadrilha responsável pelo abastecimento do tráfico de drogas e diversos homicídios nos bairros de San Martin, Torrões, Engenho do Meio, Mangabeira e Dois Unidos.

O delegado Paulo Furtado, da 3ª Delegacia de Homicídios, não divulgou o nome do policial do Denarc para não atrapalhar as investigações. Sabe-se, entretanto, que o suspeito trabalhava na delegacia especializada em entorpecentes há bastante tempo. Ele era responsável por repassar informações estratégicas para a facção formada por cerca de 30 pessoas. A quadrilha vinha sendo monitorada pela polícia desde 27 de julho de 2013. A partir das informações levantadas no decorrer do acompanhamento do grupo, os policiais conseguiram evitar cinco homicídios.
O fornecedor de drogas dessa quadrilha era Augusto Marques de Oliveira, de 37 anos, conhecido como Augusto Cachorro. Ele havia sido preso no Rio Grande do Norte no dia 16 de maio desse ano. Com ele, a polícia encontrou armas, munições, 6 quilos de crack, 250 quilos de maconha e dois carros no nome de uma identidade falsa.

O homem apontado como líder da facção é Gutemberg Mendes de Santana, 29, conhecido como Berg ou "Ferrança". Ele foi indiciado por 10 homicídios, reincidente em tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Sua área de atuação seria San Martin, Engenho do Meio e localidades adjacentes.

Até o dia 16 de maio, 11 pessoas haviam sido presas e se uniram aos 11 suspeitos detidos durante todo o dia de ontem. Além desses, sete detentos do sistema prisional pernambucano também foram relacionados à facção criminosa por serem suspeitos de fazer parte do comando do tráfico de drogas por meio de celulares.
em JCOnline

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